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DIRTY DANCING 30 ANOS: FILMES E LEGADO

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Primeiramente, pra mim o segundo filme não existiu, se quiserem que alguém fale sobre, peçam pra Vietri falar sobre em 2019, quando o filme fizer 15 anos. Aquilo só foi bom pro Patrick Swayze, que ganhou 5 milhões só pra aparecer lá. Agora que esclarecemos isso, vamos começar.

Dirty Dancing é um filme de orçamento limitado (5 milhões de dólares, o orçamento padrão pra época era 12) sem nenhuma grande estrela da época, exceto por Jerry Orbach, que era uma lenda da Broadway, que era basicamente uma adaptação/fantasia da roteirista, Eleanor Bergstein, que vivenciou a dirty dancing nas colônias de férias que ia quando jovem, onde ela era chamada de Baby. O filme levou quatro anos para achar uma empresa que o produzisse e conseguiu como diretor alguém que nunca dirigiu um filme ficcional, apenas documentários, mas que se apaixonou pelo projeto: Emile Ardolino. Como esse filme poderia dar certo?

Eu não preciso falar muito do filme pra vocês, todos sabemos que é agradável, os atores principais fizeram papéis que definiram suas carreiras pra bem ou pra mal, o filme fez sucesso, sendo que todos na produtora acharam que seria um fracasso, em especial pelo sub enredo se tratar de aborto.

Houveram muitas mudanças no elenco por causa de doenças ou discordância quanto ao roteiro. Houveram muitas festas nos bastidores, as quais serviram para os atores se ambientarem com o clima e os papéis, com o detalhe interessante de que Bergstein proibiu relacionamentos entre os dançarinos por 6 meses, por mais que as danças fossem provocativas, construindo assim a tensão sexual. Jennifer Grey e Patrick Swayze tinham uma relação de amor e ódio, que já vinha das gravações de um filme chamado Amanhecer Violento. Ainda assim, o teste deles dançando foi perfeito, a ponto de ser reexibido para que eles se inspirassem quando as brigas voltaram.


Parte do sucesso do filme passa pelo coreógrafo, o lendário Kenny Ortega, que foi treinado por Gene Kelly e os mais jovens podem lembrar desse nome pelo fato dele ser o diretor dos três High School Musical. E também do This is It, o bom documentário póstumo de Michael Jackson. E a trilha sonora, que como andava esquecida, garantiu facilidade para a compra dos direitos. O revival dos anos 60 garantiu o retorno de músicas às paradas depois de 25 anos e foi um dos mais vendidos de todos os tempos. Além da turnê com os dançarinos e os artistas apresentados na trilha, por acaso em uma edição do DVD  (a qual eu tenho) tem um show completo.

Dez anos depois, quando foi relançado nos cinemas, ainda vendia 40 mil fitas de vídeo por mês e em 2005 a estimativa era a de um milhão de DVDs vendidos por ano. Em 2007, o total geral atingia 10 milhões de cópias. Um dos maiores sucessos de bilheteria e de home video vindo de baixo orçamento, um exemplo.

Patrick Swayze depois disso fez Ghost, virou uma estrela maior ainda, depois fez Matador de Aluguel, a carreira foi decaindo, mas ele sempre foi amado e lembrado, principalmente perto do fim, quando durou bem mais que o previsto pelos médicos quando teve câncer de pâncreas. Um bom ator com más escolhas.

Jennifer Grey antes desse filme foi a irmã de Ferris Bueller em Curtindo a Vida Adoidado. Foi indicada pro Globo de Ouro na década em que Eddie Murphy venceu três anos seguidos. A carreira parecia brilhante. Ela tinha um diferencial físico, seu nariz era grande, chamativo, talvez, mas charmoso. Então ela faz uma rinoplastia tão mal feita que ninguém mais a reconhece, nem amigos próximos, assim, ela faz uma segunda cirurgia pra tentar consertar o erro, mas já era tarde. Desde então ela nunca conseguiu algo de destaque que não fosse fazendo piada do nariz ou vivendo do passado glorioso desse filme, até venceu o Dancing With The Stars assim, que nem Alfonso Ribeiro fazendo a dança do Carlton Banks.

A melhor versão existente da trilha sonora foi lançada em 2003, a qual eu tenho. Seu nome é Ultimate Dirty Dancing, lançada em 2003. Tem todas as 26 músicas do filme apresentadas em ordem, um encarte detalhado explicando a importância e a relevância do filme e suas músicas 15 anos após seu lançamento.

Eleanor Bergstein lançou 5 anos atrás para as comemorações dos 25 anos do filme um livro chamado Dirty Dancing: A Celebration, o qual eu também tenho, graças a uma promoção do Submarino que o vendeu a 20 reais. O livro consiste em um prefácio de Bergstein falando sobre o impacto do filme, negando que é sobre ela, mas no fundo é sobre ela. Após isso, temos o roteiro completo do filme pontuado por imagens do mesmo e eventuais comentários dos atores em determinadas cenas. É um livro fantástico, que quando abri aqui agora pude notar que ainda está em perfeito estado de conservação e com cheiro de novo (!), logo eu, que não sou tão bom assim conservando livros.

Quanto ao filme, não estou certo quanto às melhorias no bluray além da imagem melhorada. No que diz respeito aos extras, um dos meus primeiros DVDs na vida foram esse filme, o ano era 2003 e era um DVD da Aistar. É esse que tem o show ao vivo da turnê como extra, ainda vinha legendado, um luxo que certos discos atuais não tem em seus extras atualmente. Na mesma compra onde adquiri o livro citado acima, comprei a edição nova do DVD, que tem como extras comentários em áudio, dois minidocumentários, erros de gravação, clipes (que já haviam no outro dvd), entrevistas com o elenco e os testes de seleção, algo fundamental para que o filme funcionasse. Diria que vale a pena comprar, mas nunca abri o dvd dessa edição nova. E não me espantaria se esse filme não estivesse entre os 10 mais vistos no Netflix, pois quem assiste sempre acaba voltando.




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