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RESENHA | PRINCESA DE PAPEL - ERIN WATT

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

SINOPSE

O primeiro livro da série The Royals, a nova sensação new adult dos EUA. Ella Harper é uma sobrevivente. Nunca conheceu o pai e passou a vida mudando de cidade em cidade com a mãe, uma mulher instável e problemática, acreditando que em algum momento as duas conseguiriam sair do sufoco. Mas agora a mãe morreu, e Ella está sozinha. É quando aparece Callum Royal, amigo do pai, que promete tirá-la da pobreza. A oferta parece tentadora: uma boa mesada, uma promessa de herança, uma nova vida na mansão dos Royal, onde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Ao chegar ao novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – e que todos a odeiam com todas as forças. Especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “Decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Reed não a quer ali. Ele diz que ela não pertence ao mundo dos Royal. E ele pode estar certo.

RESENHA



Ainda muito jovem Ella Harper precisou aprender a cuidar de si mesma e da mãe, que lutou e perdeu a batalha contra o câncer. Pulando de cidade em cidade e fingindo ser mais velha graças a uma identidade falsa, sua única saída para ganhar dinheiro é trabalhar como stripper, algo que sua mãe também fazia. Com o tempo, Ella descobriu ser muito boa em se esconder e, por nunca estabelecer vínculos com as pessoas ao seu redor, desaparecer sem deixar rastros. Até Callum Royal aparecer. 

Ella Harper sempre ouviu histórias sobre o "doador de esperma", como sua mãe gostava de chamá-lo; nunca ouviu mais que o básico e também não tinha interesse em saber da vida dessa pessoa desconhecida que não parecia real. Mas com a chegada de Callum Royal ela vê jogada nesse mundo onde seu pai, Steve O'Halloran, viveu.

Sua vida foi transformada, não foi? Como a de uma princesa de um conto de fadas. Mas contos de fadas não são reais. As garotas como nós sempre se transformam em abóboras depois do baile.

Quando Ella chega a mansão de Callum e conhece quatro dos cinco filhos do homem que agora é seu tutor legal a narrativa segue um padrão clichê bem comum nos romances new adult: no primeiro contato todos se odeiam. Reed, Easton, Sawyer e Sebastian decidem que Ella é problema antes mesmo de conhecê-la, uma vez que a jovem está recebendo uma atenção que eles mesmos ganharam do pai. 

A trama criada por Erin Watt, ou melhor, Elle Kennedy e Jen Frederick, se desenvolve de forma balanceada, aproveitando o clichê e adicionando novos elementos. É interessante a forma como Ella é retratada como uma jovem normal, ela fica deslumbrada com esse mundo, claro, e, por mais que use uma parcela do dinheiro de Callum, procura manter os pés no chão e conquistar sua independência e atingir objetivos por mérito próprio, sem tirar proveito de nenhum dos sobrenomes poderosos que agora parecem pairar sobre sua cabeça. 

Essa casa é uma ilusão. É polida e bonita, mas o sonho que Callum está tentando me vender é frágil como papel. Nada fica brilhante para sempre neste mundo.

É preciso admitir que "Princesa de Papel" não é um romance original, apesar de poder ser considerado uma releitura original de Cinderela. Existem problemas ao longo de leitura e alguns caminhos seguidos por Kennedy e Frederick são um tanto quanto previsíveis, porém, felizmente, as autoras utilizam ótimos recursos para criar reviravoltas originais, que deixam o leitor sedento por mais desse universo sulista onde nunca se tem dinheiro demais.




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