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RESENHA | A ESPADA DO VERÃO - RICK RIORDAN

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

SINOPSE

Às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida...

A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe em um acidente misterioso, ele tem vivido nas ruas de Boston, lutando para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra tio Randolph - um homem que ele mal conhece e de quem a mãe o mandara manter distância. Randolph é perigoso, mas revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico.

As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve ir em uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. A espada do verão é o primeiro livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard, a nova trilogia de Rick Riordan, agora sobre mitologia nórdica.

RESENHA


Estou talvez um pouco atrasada pra essa resenha, uns dois anos, quem sabe... Mas, ela chegou e agora eu estou aqui pra contar pra vocês tudo sobre o mundo de Asgard na visão de Rick Riordan

Claramente, o nome do nosso personagem principal é Magnus Chase. Se o sobrenome parece familiar é porque você leu a saga principal mesmo, porque Magnus é primo da Annabeth. Em um determinado momento o garoto até chama atenção pro fato deles serem tão parecidos que quem os visse juntos pensariam que eram irmãos. 

Mas também está um pouco óbvio que essa história não é sobre mitologia grega, como a que Annabeth foi introduzida. Na verdade, é explicado que a família Chase possui uma ligação com os deuses nórdicos porque eles são descendentes da realeza nórdica, por isso eles claramente chamam a atenção dos seres mitológicos. Mas isso não afeta muito nossa resenha.
Meu nome é Magnus Chase. Tenho dezesseis anos. Esta é a história de como minha vida seguiu ladeira abaixo depois que eu morri.
A primeira coisa que notei durante a minha leitura, foi o quão familiar a narração era. Não no sentido do personagem ser uma copia de algum outro, mas na escolha de escrita e entrega de falas. Magnus Chase tem uma pegada muito mais Percy Jackson do que "Os Heróis do Olímpo". Quando estava descrevendo a leitura para a Nanda lembro que falei que o sentimento era de estar voltando para casa onde cresci depois de anos fora... Não significa que a casa em que eu estava não era um lar, mas nunca teria o mesmo sentimento do que a que dei meus primeiros passos.

Magnus Chase tem muito mais esse sentimento de familiaridade, essa dinâmica de conversa com o leitor, o costume dos monólogos internos, todas essas coisas que não fizeram tantas participações em "Heróis do Olímpo". E também temos de volta os nomes de capítulos maravilhosos que são a marca registrada de Rick Riordan.
- [...] As pessoas tem impulsos destrutivos. Alguns de nós querem ver o mundo queimar só por diversão... mesmo se formos destruídos no processo.
Como muitas das histórias de Rick pós-PJO, o livro pode ser lido por quem leu as sagas anteriores e por quem é novo ao universo dos múltiplos deuses. Qualquer menção feita sobre os livros antecedentes é imediatamente explicada e bem rara, já que Rick faz questão de não cansar com as participações especiais.

O livro tem sua história própria, sem ficar na sombra de qualquer antepassado. As aventuras descritas são tão diferentes quanto podem ser das outras que Riordan já nos apresentou. Magnus precisa impedir que o Ragnarök chegue antes da hora, atravessar os nove mundos e aceitar que sua vida ou morte agora pertence à Valhala e aos deuses. Sua missão é treinar e se tornar um dos guerreiros responsáveis por parte da luta no Dia do Juízo Final ao lado de seus amigos einherjar.
Não. Eu morri mesmo. Cem por cento: barriga perfurada, órgãos vitais queimados, traumatismo craniado depois de uma queda de doze metros em um rio congelado, todos os ossos quebrados, pulmões cheios de água gelada.
O termo médico pra isso é morto.
Uma das minhas coisas preferidas sobre Rick Riordan é o quanto ele escuta seus leitores, principalmente quando o assunto é representatividade. Acredito que essa saga seja a que mais demonstra isso, pois os personagens são tão diversos e tão bem escritos que você sente que eles não foram criados para servirem apenas de cota – como muitos autores criam figuras só para fingir que a representatividade existe, mas não dão atenção a eles ou um desenvolvimento próprio. Os personagens “secundários” não ficam na sombra de Magnus e nem suas histórias são minimizadas para aumentar a do personagem principal.
- Pare com isso. Você é inteligente, corajosa. É uma valquíria com a benção de Frigga. E não consigo acreditar que estou procurando motivos para apoiar seu casamento arranjado...
A "Espada do Verão" é uma abertura extremamente animadora de uma trilogia que, com certeza, será igualmente interessante e cheia de aventuras. Aguardem muito em breve a continuação dessa história no Meraki. Nossa próxima parada é "O Martelo de Thor".


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