Top Social

RESENHA | O MARTELO DE THOR - RICK RIORDAN

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Sinopse

Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina.

Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin — tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking.

Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.


Resenha

Eu falei que voltaria com a resenha de O Martelo de Thor em breve, não falei? Pois então, promessa é divida. Estou compensando por todo o tempo perdido entre o lançamento de cada livro e a resenha.

Em sua segunda e penúltima aventura, Magnus Chase está de volta para mais uma missão mortal. Dessa vez, ele e seus amigos – Sam, Hearth e Blitz – precisam encontrar o martelo perdido de Thor, Mjölnir. Esse não é o primeiro encontro dos nossos heróis com o deus e nem a primeira vez que precisam recuperar algum objeto perdido de Thor, mas agora as conseqüências são um pouco mais sérias. O desaparecimento do martelo pode resultar no começo do Ragnarök.
- Podemos, por favor, passar vinte e quatro horas sem que um de nós seja mortalmente ferido?
Se tratando de Rick Riordan, sabemos bem que, independente de quantos livros faltam para terminar uma saga, personagens novos podem sempre ser apresentados. Aqui não é diferente. No segundo livro da trilogia, somos apresentados a Alex Fierro, Filha/Filho de Loki. Vocês devem ter percebido que usei feminino e masculino para me referir a Alex. Pois é... Isso é porque mais uma vez Riordan dá ouvidos a seus leitores e cria um personagem gênerofluido.

Alex é, assim como Loki e Sam, metamorfa. A única diferença entre ela/ele e sua irmã é o quão confortável está com sua habilidade. Devo acrescentar que fiquei um pouco receosa com a inclusão de uma sexualidade tão pouco representada nas mídias, mas Riordan mostra que antes de criar Alex estudou o tema direto da fonte. É interessante ver como ela/ele é representada(o) com tanta certeza, ao invés se ser tachado com o comum “momento de descoberta”. É também refrescante ver as reações quase nulas do grupo ao escutarem Alex demandando ou informando os pronomes certos.
Um segundo antes, ele claramente era um garoto aos meus olhos. Agora, ela era obviamente uma garota.
Com seus outros personagens e a mitologia já estabilizados, Rick leva a história de maneira mais profunda. Sem muita necessidade de pausas para explicações, a narrativa flui com mais facilidades e os acontecimentos se desenvolvem de maneira mais dinâmica.

Por causa dessa base já criada, também é possível o aprofundamento de certos personagens. Por exemplo, durante a leitura, descobrimos mais sobre o passado de Hearthstone e porque ele se dedica tanto a magia das Runas. Também descobrimos um pouco mais sobre Randolph Chase, tio de Magnus, e porque ele continua tão ligado aos deuses nórdicos mesmo após perder sua família.
- A argila pode ser modelada e remodelada uma porção de vezes, mas, se ficar seca demais, se estiver acomodada... é impossível trabalhar com ela. Quando chega a esse ponto, é melhor ter certeza de que esteja no formato que você quer que fique para sempre.
Se A Espada do Verão foi um ótimo livro introdutório, O Martelo de Thor serve como a perfeita transição. A cada página virada você sente que tudo está servindo como um degrau e que cada momento será importante para o desfecho.

Só resta saber se esse desfecho será positivo ou negativo e se nossos heróis sobreviverão a batalha. Será que Magnus se tornará apenas mais um peão no jogo de Loki? O final dessa trilogia já foi lançado no Brasil e novamente com as promessas daqui a pouco a resenha já estará disponível no Meraki.


Post Comment
Postar um comentário