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RESENHA | O NAVIO DOS MORTOS - RICK RIORDAN

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

SINOPSE

Em O navio dos mortos, Loki está livre da sua prisão e preparando Naglfar, o navio dos mortos, para invadir Asgard e lutar ao lado de um exército de gigantes e zumbis na batalha final contra os deuses.

Desta vez, Magnus, Sam, Alex, Blitzen, Hearthstone e seus amigos do Hotel Valhala vão precisar cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim em uma corrida desesperada para alcançar Naglfar antes de o navio zarpar no solstício de verão, enfrentando no caminho deuses do mar raivosos e hipsters, gigantes irritados e dragões malignos cuspidores de fogo. Para derrotar Loki, o grupo precisa recuperar o hidromel de Kvásir, uma bebida mágica que dá a quem bebe o dom da poesia, e vencer o deus em uma competição de insultos. Mas o maior desafio de Magnus será enfrentar as próprias inseguranças: será que ele vai conseguir derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo?

RESENHA


Chegamos ao final da trilogia de Magnus Chase e os Deuses de Asgard. Agora, nossos heróis precisam lidar com a segunda maior batalha de suas mortes: impedir o navio de Loki de invadir Asgard e impedir o Ragnarök de acontecer. Dessa vez, Magnus precisa de uma ajudinha especial de um outro semideus mais experiente. Pois é amigos, Percy Jackson está de volta

Mas calma, é só por algumas páginas. Entramos na história de O Navio dos Mortos com Percy treinando Magnus para sua viajem pelo oceano, servindo como um tipo de mentor para o einherjare nos trazendo um pequeno update em sua vida. Estou citando isso porque a forma como Rick Riordan administra seus personagens é uma coisa que eu vou pra sempre adorar.
 - Tente de novo - disse Percy - Desta vez, morrendo menos.
Ele sabe que a história de Percy acabou, mas também tem plena noção de que não seria muito realista escrever uma série sobre o primo de Annabeth sem que os dois aparecessem de vez em quando. E a forma como ele faz essa integração é muito boa, porque os personagens antigos não aparecem para roubar a cena. Eles estão na forma de conselheiros ou mentores, sem tirar o foco da narrativa principal que já é interessante por si só e não precisa de um clickbait literário.

Por ser o último livro da trilogia, não somos apresentados a nenhum grande personagem novo. O que temos é um aprofundamento e desenvolvimento dos personagens já estabilizados. Conhecemos um pouco de seus passados e de suas famílias e temos conclusões para alguns traumas de infância.
Eu assenti e concordei que ele tinha dedos mindinhos bem reluzentes. Também desejei não er uma família tão esquisita.
Podemos ver também o nível de ligação e confiança entre a equipe. Vemos o quanto esses personagens amadureceram em apenas três livros e o quão importante seus relacionamentos são para o desfecho dessa luta

Foi interessante ver Magnus ao mesmo tempo um pouco mais confiante em seus amigos, porém ainda sim sem ter certeza se conseguiria fazer sua parte. É sempre algo bom para a narrativa quando um herói permanece falho, fácil de se relacionar, humano. E Rick faz esse trabalho de dar camadas aos seus personagens muito bem, todos são tridimensionais, nada menos que seres reais.
- Eu nasci pronto - disse T.J. - Morri pronto. Ressuscitei pronto. Mas vou dar uma última chance a você, Hrungnir. Não é tarde demais para escolher o bingo.
O livro também possivelmente se conecta ou pelo menos deixa uma abertura que deve ser fechada no próximo livro de As Provações de Apolo, o que foi interessante já que a ideia – porém não obrigação - é que os leitores passem por todas as histórias criadas.

Num todo, considerando os três livros, Rick Riordan fez novamente um excelente trabalho em todas as áreas essenciais de um livro e ainda adicionou sua tradicional dose de ensinamentos e vida real nos personagens.


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