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REVIEW | LIGA DA JUSTIÇA

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

SINOPSE

Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne convoca sua nova aliada Diana Prince para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

REVIEW

Rio de Janeiro, 14 de Novembro. 

Essa foi a data escolhida para a primeira exibição de "Liga da Justiça" para os veículos de entretenimento com o propósito de divulgar os filmes nas redes sociais, através de críticas e postagens sobre o mesmo. Diversos colaboradores apinhavam-se na calçada, muito antes da abertura do cinema e especulavam se dessa vez Zack Snyder (Batman v. Superman) acertaria ou se a DC Extended Universe novamente daria alguns passos para trás.

Às 10h e 45 minutos, quando a ansiedade era o sentimento que mais se destacava, foram exibidos os típicos vídeos de segurança e, quase sem aviso, nos deparamos com um vídeo de uma entrevista "gravada em celular". Pronto, ali estava o início de um dos filmes mais aguardados do ano.


"Liga da Justiça" aproveita o gancho deixado no cinema por seu antecessor cronológico "Batman v. Superman" e, logo após o vídeo, em sua cena de abertura temos Batman (Ben Affleck) lutando contra a primeira amostra de perigo. Em seguida, há uma sequência - sob a melodia de "Everybody Knows" - que procura estabelecer o estado de espírito geral da cidade após a morte de Superman (Henry Cavill), evidenciando o quanto esse acontecimento inesperado deixou marcas e baniu a esperança por dias melhores. 

De fato, o tom do início do filme remete ao luto, especialmente de Lois Lane (Amy Adams) e de Martha Kent (Diane Lane) mas logo ultrapassamos essa barreira e vemos Bruce Wayne tentando formar uma equipe de heróis para lutar contra o perigo iminente. Dessa forma vemos pequenas histórias de origem para estabelecer quem são esses novos personagens e qual será o respectivo papel de cada um na trama. Como a origem da Mulher Maravilha (Gal Gadot) chegou aos cinemas em meados desse ano, o roteiro de Chris Terrio e Joss Whedon se preocupa muito mais com Flash (Ezra Miller) e Cyborg (Ray Fisher), abreviando consideravelmente o passado de Aquaman (Jason Momoa), visto que um filme do personagem está programado para o próximo ano e as informações poderiam ficar repetitivas. 

Quando os cinco - Batman, Mulher Maravilha, Flash, Aquaman e Cyborg - se unem para derrotar o inimigo em comum o filme dá uma alavancada e a química entre os personagens transparece. Apesar de não ter muita expectativa para o Barry Allen de Ezra Miller é seguro dizer que, salvo algumas tiradas cômicas excessivas, o personagem é tão carismático quanto os demais e mostra ser uma boa escolha para o alívio cômico, uma vez que é o mais novo dentre os protagonistas. De forma geral, os atores são competentes em seus respectivos papéis e naquilo que lhes foi proposto, com destaque merecido para Gal Gadot, que mais uma vez exibe a personificação perfeita de Diana Prince. 

Como é de conhecimento geral, "Liga da Justiça" sofreu com substituições após algumas pessoas deixarem o projeto e, particularmente, teve seu diretor afastado durante todo o processo de pós produção devido a questões familiares, sendo substituído por Joss Whedon (Os Vingadores). Segundo o produtor Charles Roven, apesar de não creditado como diretor, Whedon ficou responsável por 20% das filmagens do longa e sua participação no longa pode ser notada pelos fãs mais detalhistas. 

De forma geral, os problemas apresentados durante as filmagens e pós produção transparecem no longa, fazendo com que o mesmo cometa alguns deslizes e pareça incerto sobre onde quer chegar. Somando-se isso ao vilão (Ciarán Hinds) que apresenta uma premissa genérica e cuja computação gráfica não faz jus algum a sua aparência final, "Liga da Justiça" fica longe de ser considerado um filme perfeito, entretanto é capaz de conquistar tanto aqueles que vão apenas ao cinema quanto os fãs da histórias em quadrinhos, que urraram e aplaudiram as inúmeras referências presentes. É, de fato, o segundo passo - o primeiro foi "Mulher Maravilha" de Patty Jenkins - para que a DC Extended Universe se torne quem ela pretende ser na tela grande.

Um comentário on "REVIEW | LIGA DA JUSTIÇA "
  1. Eu acho que não é um filme ruim, mas poderia ter sido melhor! Antes de qualquer coisa, é bom afirmar que “Liga da Justiça” é uma boa diversão. Os filmes de Ben Affleck realmente são sempre promissores, e a Liga da Justiça não foi uma exceção. Em suma, Liga da Justiça é um filme bem divertido. Ele é um autentico filme de super-herói. Toda a essência dos heróis, está lá e muito bem representada pelos personagens. Mesmo que não tenha sido perfeito, Liga da Justiça apresenta algo promissor que pode render bons frutos em um futuro próximo, ainda mais pelo o que foi apresentado nas duas cenas pós créditos. Mas que ficou aquela sensação de que o filme poderia ter se arriscado um pouco mais, ter tido um pouquinho mais de ambição, isso ficou. Que venham novas aventuras da Liga da Justiça.

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