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RESENHA | THE HEART OF BETRAYAL - MARY E. PEARSON

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

SINOPSE

Em The Heart of Betrayal — Crônicas de Amor e Ódio v.2, Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela. Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.

RESENHA 

Nota: "The Heart of Betrayal" é o segundo volume das "Crônicas de Amor e Ódio" e, caso você não tenha lido o primeiro, recomendo fortemente que não leia essa resenha, pois conterá um spoiler gigantesco dos acontecimentos que dão início a essa trilogia.


Há alguns meses, quando mergulhei no universo criado por Mary E. Person, me deparei com um cenário repleto de cores vívidas, personagens carismáticos e a promessa de uma aventura. Li sobre amor e li sobre a guerra. Havia paixão, amor e ódio. E, acima de tudo, havia magia. "The Kiss of Deception" foi uma surpresa agradável e uma leitura fluida, estabelecendo um padrão para suas continuações - que não foi alcançado. 

Após os acontecimentos sombrios e dolorosos que marcaram a viagem de Lia através do Cam Lanteux até sua chegada em Venda, ela é recebida como um animal e dispensada como se nada fosse além de um incômodo. Lia é maltratada, humilhada e precisa ver enquanto as posses do batalhão do próprio irmão são repartidas entre seus inimigos selvagens. Apenas Kaden parece estar ao seu lado, discordando das atitudes de seus compatriotas. Mas não é o suficiente, pois a raiva e o desejo de vingança alimentam a chama dentro de Lia. 

Infelizmente, em uma questão de dois dias e alguns beijos compartilhados com Rafe, quem ela agora reconhece como o noivo desconhecido que abandonou no altar meses antes, essa chama se apaga. Claro, Lia ainda pretende escapar e lutar, porém, sua determinação morre repentinamente e a protagonista parece relevar sua condição de prisioneira uma vez que não é abertamente tratada como uma.

Eu desejava que o amor pudesse ser simples, que sempre fosse dado e retribuído na mesma medida, igualmente e ao mesmo tempo, que todos os planetas se alinhassem de uma forma perfeita para dispersar as dúvidas, que fosse fácil de entender e nunca doloroso. 

São necessárias cerca de duzentas páginas - metade do livro - para que a narrativa torne-se envolvente e apresente elementos capazes de prender a atenção do leitor. Com a participação mais ativa do Komizar, era de se esperar uma abordagem mais ampla das questões políticas que envolvem esse reino de costumes arcaicos, mas isso não ocorre e, em vez disso, somos contemplados com uma visão da amplitude das superstições que envolvem Morrighan e Venda. 

Mary E. Person faz uma escolha quanto àquilo que será explicado e abordado em "The Heart of Betrayal", como se não houvesse espaço para certos núclos, todavia, os acontecimentos arrastados da primeira metade mostram exatamente o contrário. Falta emoção, carisma e paixão. Novos personagens interessantes são inseridos e pouco aproveitados, como Calantha e Effiera. As portas de um reino distante são abertas e pouco sabemos além de que determinada erva resulta em chá ruim e remédio eficiente - toda a descrição dos locais se perde em uma confusão de palavras repetidas.

Quando a história finalmente encontra seu ritmo e passa a entregar situações fortes e empolgantes, a autora opta por um desfecho abrupto e confuso, que se resume a um parágrafo num mar composto por quase quatrocentas páginas. Novamente a Darkside traz uma edição belíssima, porém, dessa vez, para um livro cujo conteúdo decepciona e pouco instiga a leitura de sua continuação.



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