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RESENHA | O ORÁCULO OCULTO - RICK RIORDAN

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro! Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York. Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Sem seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus.

O problema é que isso não vai ser tão fácil. Apolo tem inimigos para todos os gostos: deuses, monstros e até mortais. Com a ajuda de Meg McCaffrey, uma semideusa sem-teto e maltrapilha, e Percy Jackson, ele chega ao Acampamento Meio-Sangue em busca de ajuda, mas acaba se deparando com ainda mais problemas. Vários semideuses estão desaparecidos e o Oráculo de Delfos, a fonte de profecias, está na mais completa escuridão.

Agora, o ex-deus terá que solucionar esses mistérios, recuperar o oráculo e, mais importante, voltar a ser o imortal belo e gracioso que todos amam.


De volta à mitologia que o fez conhecido, Rick Riordan nos introduz as aventuras de Apolo como mortal numa tentativa de provar seu valor. Por motivos de situar os leitores na linha temporal, seguem informações preciosas: O Oráculo Escondido se passa seis meses após os acontecimentos de O Sangue do Olímpio, por volta de um ano ou um ano e pouco após O Último Olimpiano e simultaneamente à Magnus Chase. Agora que temos a confusão um pouco mais organizada, vamos ao que interessa.
“Meu nome é Apolo. Eu era um deus.”
Nessa primeira fase da trilogia temos de volta um pouquinho do mundo já conhecido em Percy Jackson. Temos Apolo, que apesar de estar em uma nova forma continua sendo o mesmo deus engraçadinho e muitas vezes um pouco insuportável de sempre. Logo ao sermos reapresentados ao deus, que agora atende pelo nome de Lester, somos introduzidos a uma personagem nova: Meg. Aparentemente uma semideusa que mora nas ruas, mas que tem total controle de seus poderes.

Já decidido que talvez a punição de Zeus não seja tão temporária quanto das outras vezes, o ex-deus resolve procurar ajuda na única fonte que conhece em Nova York: Percy Jackson. Assim como Annabeth faz algumas aparições em Magnus Chase como possível conselheira, Percy serve o mesmo propósito em As Provações de Apolo. Rick dosa muito bem as aparições de seus personagens antigos, deixando claro que aquela não é mais a história deles, sem deixar de dar o update anual que todos esperam ter.
“-Nosoi? – Percy posicionou os pés em postura de luta. – Sabe, eu vivo pensando: Agora já matei todas as coisas que existem na mitologia grega. Mas a lista parece não terminar nunca.”
O primeiro livro de Apolo, por se passar em um lugar que os antigos fãs já conhecem, não possuem muitas apresentações enormes de personagens. Quase todos os campistas que aparecem são antigos conhecidos, o que faz com que as novidades fiquem por conta dos vilões e das pessoas que cruzarão caminho com o ex-deus em suas aventuras. Essa parte da história vai ficar de fora da resenha, porque começar o livro sabendo quem é o vilão principal é um enorme spoiler e, infelizmente, os seres que ajudarão Lester também não podem ser revelados antes da leitura. Tudo faz parte de uma grande experiência que te surpreende a cada revelação.

Como sempre Rick nos dá o suficiente no primeiro livro para nos prender na história. Sem explicações sobre o que está realmente acontecendo porque nem mesmo o seu personagens principal e narrador entende muito bem. O livro deixa aquele gostinho de quero mais ao acabar, o que é ótimo, já que ainda temos mais duas aventuras para embarcar com Apolo.

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