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FAREWELL YELLOW BRICK ROAD - O ADEUS DE 3 ANOS

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Eu me controlo quanto a escrever textos sobre Elton John nesse site porque conforme me foi dito, o demográfico é de jovens que leem livros sobre vampiros ou algo do tipo e eu tenho que tentar achar contexto para encaixar meus artigos. Obviamente eu ignoro isso e faço o que quiser, sem maiores atritos, até porque há muitos assuntos a se abordar além disso. O que faz com o que temos aqui seja algo muito importante.

2018 marca os 45 anos de seu álbum mais simbólico, Goodbye Yellow Brick Road, o qual eu pretendo abordar esse ano. Nos últimos dias uma frase do refrão da música homônima abria seu site, sua newsletter e causou mistério no instagram. O anúncio foi feito e é exatamente o que se poderia esperar de Elton. Uma turnê de despedida foi anunciada. Uma turnê que durará 3 anos e terá 300 datas ao redor do mundo. Não se poderia esperar menos de um dos maiores workaholics do show business.

Elton alega que 300 datas são necessárias porque ele quer ir na maior quantidade possível de lugares onde tem fãs, o que faz pensar em quantos lugares ele aparecerá no Brasil, uma vez que nos últimos anos andou aparecendo em lugares fora do grande circuito de shows, como Fortaleza, algo que soa estranho aos ouvidos tanto quanto Paul McCartney em Goiânia, por exemplo.

A vida de turnês acabará, mas não sua vida criativa no geral. Quando se tem uma família, prioridades são repensadas, com o advento de ter dois filhos e um marido, chega-se um tempo para voltar-se mais a eles, até porque Elton não está ficando jovem, aos 70 anos, quase 71, é completamente digno terminar um estágio de sua carreira de forma vitoriosa e ir cuidar de seus filhos. E isso também ajuda a compreender melhor como músicos muito mais jovens saem de bandas de sucesso para cuidarem de suas famílias.

As primeiras datas foram anunciadas, cobrirão a maior parte dos Estados Unidos, Canadá e Europa, terminando com dois shows no Montreux Jazz Festival. Fica a expectativa pelas datas na América do Sul e uma preparação para o preço alto dos ingressos.

Enquanto isso, eu me pergunto como não reparei antes que algo assim aconteceria, uma vez que os sinais estavam por toda a parte. Elton vem lançando uma quantidade de coisas acima do normal recentemente, houve o concurso de clipes para alguns de seus hits clássicos, onde os vencedores foram exibidos em Cannes. Depois houve o lançamento de outra coletânea, a Diamonds, que celebra 50 anos da parceria entre Elton John e Bernie Taupin. Então houveram as entrevistas, sempre reclamando de ficar longe de casa, de como é a pior coisa da vida em turnês, ele andou reclamando disso até mesmo quando entrevistou o Eminem recentemente. Sem falar do anúncio de como sua residência em Las Vegas, uma das primeiras de grande sucesso, cujo formato é o padrão para muitos, sucesso desde 2004, encerrará em maio.

Ainda assim estamos falando de uma pessoa que teve a ética profissional de fazer um álbum por ano em média de 1969 a 1989, as vezes entregando mais de um por ano. Mesmo quando as drogas se tornaram algo mais constante em sua vida (por favor, vejam a música mais acelerada de suas vidas), o único aspecto que não foi alterado foi a regularidade da produção de músicas, a qualidade variou, claro, mas sempre conseguindo ao menos um hit por ano até o ano 2000, até mesmo nos tempos quando houve o problema nos nódulos na garganta e o risco de não poder cantar mais, ou quando devido a reabilitação houve o outro período sabático, esse de três anos e ainda assim conseguindo hits (Sacrifice em 1990 e Don’t Let The Sun Go Down On Me em 1991 com George Michael). Um pessoa que discutiu por anos com Billy Joel por ele não lançar um álbum novo desde 1993, cumprindo a promessa feita de que suas palavras em River of Dreams seriam suas últimas, mas eu abordarei esse álbum com calma ainda esse ano.

Não poderia ser de outro jeito e lembra de uma piada da grande Joan Rivers sobre como Cher faz turnês de despedida toda hora.

Por ora, só resta aguardar os shows e ter a devida expectativa quanto às músicas que figurarão nos shows. No Brasil terá Skyline Pigeon, uma vez que até mesmo seu site reconheceu como talvez seja seu maior hit por aqui graças a uma novela global de 1973. Passará por 50 anos de carreira, eu só queria que mais um álbum de estúdio fosse lançado, que músicas do The One figurassem no show e que a experiência se equipare ao melhor show já feito nesse país, o do Rio de Janeiro, 1995.


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