Top Social

RESENHA | MINHA LADY JANE - CYNTHIA HAND, BRODI ASHTON E JODI MEADOWS

segunda-feira, 5 de março de 2018

SINOPSE

Toda história tem sempre duas versões…

Inglaterra, século XVI, dinastia Tudor. O jovem Rei Eduardo VI está à beira da morte e o destino do país é incerto. Para evitar que o poder caia em mãos erradas (leia-se: nas mãos de Maria Sangrenta), Eduardo é persuadido por seu conselheiro a nomear Lady Jane Grey, sua prima e melhor amiga, como a legítima sucessora. Aos 16 anos, Jane está em um relacionamento muito sério com seus livros até ser surpreendida pela trágica notícia de que terá de se casar com um completo estranho que (ninguém lembrou de contar para ela) tem um talento muito especial: a habilidade de se transformar em cavalo. E, pior ainda, descobre que está prestes a se tornar a nova Rainha da Inglaterra! Arrastada para o centro de um conflito político, Jane suspeita de que sua coroação na verdade esconde um grande plano conspiratório para usurpar o trono. Agora, ela precisa definitivamente manter a cabeça no lugar se… bem, se não quiser literalmente perder a cabeça.

Um rei relutante, uma rainha-relâmpago ainda mais relutante e um nobre (e) garanhão puro-sangue que não se conformam com o destino que lhes foi reservado; uma história apaixonante, envolvente, cativante, sedutora… e mais uma porção de sinônimos que só Lady Jane seria capaz de listar. Tudo com uma leve semelhança com os fatos históricos.

…afinal, às vezes a História precisa de uma mãozinha.

RESENHA


Jane Grey é uma sonhadora. Mas a jovem não é como as demais que, naquela época, ansiavam pela chegada do príncipe encantado, mesmo que através de um casamento arranjado; bastava que o vestido de noiva fosse elegante. Como ia dizendo, Jane almejava estantes abarrotas de livros contendo o máximo de conhecimento que poderia adquirir. Aos 16 anos ela estava perfeitamente feliz com sua rotina e definitivamente não esperava, em um milhão de anos, chegar ao final de semana com um marido desconhecido e coroada a nova Rainha da Inglaterra.

Entretanto, seu reinado durou apenas nove dias e terminou com sua morte, ordenada por Maria I. Não, não. Ainda não chegamos ao final do livro. Essa é a versão historicamente correta. Em "Minha Lady Jane" somos presenteados com uma combinação de romance, magia, aventura e muita comédia. Ou seja, uma versão com um final um pouco mais feliz, segundo as autoras.

Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jodi Meadows - autoras não muito conhecidas por aqui - se unem para reescrever acontecimentos históricos e o resultado é brilhante. Todo o cenário é muito bem construído e a narrativa, que poderia ser um problema, é leve e não perde o ritmo em momento algum. E os diálogos... Ah, os diálogos! Com personagens inteligentes, carismáticos e sempre dispostos a fazer algum comentário irônico a leitura se torna muito mais prazerosa e fluída, ainda mais quando se leva em conta a divisão de capítulos, que permite o leitor analisar as situações através do ponto de vista dos três protagonistas.

E como aquele deveria ser o primeiro dia de seu felizes-para-sempre, ele só pôde concluir que seu casamento seria constituído de quatro paredes sólidas, uma porta pequena demais que o impedia de passar e uma janela alta demais que o impedia de pular.

Eduardo, Jane e Gifford tornam-se personagens muito mais críveis devido aos dilemas pessoais enfrentados por cada um. Eduardo e seus fardos, Jane e sua obrigações, Gifford e sua maldição... Ah, sim. Gifford é um cavalo! Quando me referi à magia, era num contexto literal. Veja bem, as autoras se propõe a revisitar o passado e preencher algumas lacunas, e assim são criados os e∂ianos, humanos com a capacidade de se transformar em animais. E é simplesmente genial. 

Visto que "Minha Lady Jane" é uma ficção histórica diversos elementos verídicos tomam parte na trama, mas não espere nada muito apurado. Em certos momentos as próprias autoras conversam com o leitor ao longo do livro, como uma forma de ressaltar que aquela é a versão delas para os acontecimentos ali descritos e que o desenrolar é completamente fictício. Para aqueles que buscam um pouco mais de realismo (e finais não tão felizes) basta pesquisar sobre a "Rainha dos Nove Dias".

Post Comment
Postar um comentário