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REVIEW | JOGADOR Nº 1

sexta-feira, 30 de março de 2018

SINOPSE

Em 2044, Wade Watts, assim como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts tem de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.

REVIEW

Steven Spielberg, em que pese a carreira brilhante, memorável e com filmes que tornaram pessoas apaixonadas pela arte do cinema, não andava lá com uma fase criativa muito boa. Isso quer dizer que seus filmes eram ruins? Tirando Indiana Jones 4, não. O problema básico é o fato de serem esquecíveis, não muito memoráveis e só valerem na prática para alguma indicação pro Oscar. Estão aí Lincoln, Ponde dos Espiões e esse último que só serviu pra dar mais uma indicação pra Meryl Streep que não me deixam mentir. Ninguém conseguiu fazer um filme de aventura que chegasse perto.

Com isso, Jogador Número Um se mostra um retorno à forma. Uma aventura pura e simples, baseada na obra de Ernest Cline. Um filme que levantou desconfianças antes do lançamento por ser muito baseado em referências da cultura pop, em especial dos anos 1980. Nas mãos de um roteirista ruim e um diretor pior ainda, o desastre estaria anunciado. Felizmente o autor do livro cuidou do roteiro e Spielberg teve respeito com o material original, além de saber dosar as aparições de personagens de outras franquias. O foco aqui é na história que alterna entre a realidade, o virtual e como se chocam.

Como se já não bastasse uma aventura que funciona perfeitamente, é mais refrescante notar que é um filme do gênero que se passa em um futuro relativamente próximo e plausível. As boas atuações colaboram para o sucesso aqui, o filme consegue ser inteligente com as charadas que propõe ao longo da trama e sua solução é incrivelmente satisfatória.

Será uma chuva de referências, mas feitas de forma adequada, o contexto do filme permite que aconteça sem ser cansativo ou óbvio. Algumas serão óbvias a ponto de fazer certas pessoas aplaudirem no cinema, mas eu sei que vocês são educados e não fazem uma vergonha dessas, mesmo que o filme seja empolgante. Até porque referências mais obscuras são o que fazem o filme progredir.

E quanto à animação? Altamente convincente. É bonita como se fosse a do filme do Warcraft, mas dessa vez há algo que faz com que o público se importe com os personagens de forma genuína, principalmente quando a integração entre o real e o virtual é feita.

Não é um filme perfeito, mas é a melhor aventura em anos, é sempre bom lembrar como é ver um filme sem se preocupar em ver cenas que deixam uma continuação em aberto ou cenas pós-créditos. Altamente recomendável. Que essa inspiração siga para Indiana Jones 5.


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