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REVIEW | TOMB RAIDER: A ORIGEM

segunda-feira, 19 de março de 2018

SINOPSE

Aos 21 anos, Lara Croft (Alicia Vikander) leva a vida fazendo entregas de bicicleta pelas ruas de Londres, se recusando a assumir a companhia global do seu pai desaparecido (Dominic West) há sete anos, ideia que ela se recusa a aceitar. Tentando desvendar o sumiço do pai, ela decide largar tudo para ir até o último lugar onde ele esteve e inicia uma perigosa aventura numa ilha japonesa.

REVIEW

Filmes baseados em video games são um terreno altamente complicado, pois nunca se houve um comprometimento grande com o material de origem ou diretores historicamente incompetentes fizeram filmes terríveis. O filme considerado o melhor do gênero é o primeiro Mortal Kombat, o que diz muito sobre a situação. Mas as coisas podem ter uma melhora a partir daqui.

Tomb Raider: A Origem é um filme que surgiu recheado de dúvidas e desconfianças. O que é que uma atriz que só faz filmes dignos de crítica e Oscar está fazendo num filme desses?  Ela não é magra demais pro papel? O que é que me garante que será melhor que os dois que Angelina Jolie fez na década passada?

A franquia, surgida na metade dos anos 1990, sempre apostou em uma mistura de aventura com puzzles, onde o que sempre chamou mais a atenção foi a aparência de Lara Croft. Depois que a novidade passou, os jogos ganharam menos atenção (e a qualidade caiu). Nessa última década, a série foi revitalizada com algumas mudanças, focou-se mais na história, na aventura, reformularam a aparência de Lara Croft para algo mais verossímil, mais prático e que alguns diriam menos apelativo.

O resultado nos cinemas foi um filme extremamente fiel aos jogos recentes, o que pode despertar reclamações de certa parte do público, mas essas reclamações são irrelevantes diante do cenário maior: finalmente há um filme baseado em jogos que é bom, competente. Alicia Vikander é a melhor coisa do filme, consegue se divertir nas horas certas, sua Lara Croft tem a irresponsabilidade e a determinação que se espera de um filme de origem, ainda que quase cruze a linha para ser algo irritante conforme o filme avança.

O filme foca mais em ação do que em aventura, não é um filme que foge tanto de clichês, mas é diferente do que se esperaria de filmes de ação, em especial com mulheres. Momentos me lembraram de Duro de Matar, que é o filme do gênero que todos deveriam almejar seguir os exemplos. Foi bom ver algo onde as pessoas são humanas e se machucam, cansam, se sujam e tem que lutar também contra o azar além de enfrentar pessoas fortemente armadas e sem escrúpulos.

Vale o registro as boas atuações de Walton Goggins como um vilão bem feito e Daniel Wu, como um bom ajudante. O filme foi bem direto ao ponto e sem tempo de empurrar algum interesse amoroso pra protagonista, o que é diferente. O filme é bom, com margens para melhora na continuação que o final insinua que terá, uma vez que mostrou na prática o crescimento de Lara Croft, que nesse ponto se assemelha mais à imagem clássica.

Não havia competição antes, mas é o melhor filme baseado em video games e também se tornou o filme a ser batido. Um grande mérito. Só não confundam o fato do filme ser baseado em um jogo. Esse filme não é para crianças, alguns momentos foram mais duros que o esperado.


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