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GUIA DO CONSUMIDOR | BIOGRAFIAS

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Aqui temos um de meus gêneros favoritos, o qual eu devo ter comprado mais livros nos últimos 3 anos e tem uma fila especial, pois quero me preparar para certos livros, tá aqui a trilogia do Getúlio que não me deixa mentir.

Chocolate Amargo. RAMSAY, Gordon, 2006

Divertido, bem traduzido, não tão bem editado com todas as ofensas e palavrões possíveis, sorrio só de lembrar. Uma história de vida detalhada, só está desatualizada, pois só vai até 2006, mas dá uma boa noção de seu império culinário.

Na Americanas(loja física) esse livro estava no bacião promocional de 10 reais. Comprei e depois de fazer um trabalho sobre um de seus programas para a faculdade, dei o livro para a professora, estou certo de que ela está se divertindo. Recomendado. B+

As Aventuras da Blitz. RODRIGUES, Rodrigo. 2008

Esse integraria o Projeto Meraki, mas me faltou tempo, paciência e um formato. Então vamos aqui.

Na postagem de melhores de 2017 que nunca sairá por ter ficado enorme ainda faltando umas duas categorias, constaria que uma das melhores músicas(e mais ouvidas) de 2017 foi Dali de Salvador/O Mar, do álbum 3, de 1984. E isso aconteceu graças a ter finalmente lido um livro que era um sonho de consumo desde que eu o via nas livrarias. Felizmente o achei nos primórdios do sebo que existe na gloriosa UFRRJ.

Uma das melhores biografias musicais da MPB, explicando a origem, o auge, o fim repentino, o retorno e como é que ainda existem, os vemos regularmente na TV mesmo sem lançar algo novo e como eles lançam álbuns novos bons que ninguém fala. Eles lançaram um novo, mas está cheio de Alice Caymmi nele e desde o Rock in Rio quero distância. Um amigo da coluna diz que a banda de estúdio nos álbuns clássicos era o Roupa Nova, o que não me espanta, mas não consta nas biografias de nenhumas das duas bandas.

Estante Virtual. Qualquer outra loja vai te vender por pelo menos 40 reais. A

Uma mulher que faz. PARISI, Lucimara. 2005

Sou um entusiasta da TV aberta brasileira desde um tempo que ela me divertia mais. Esse livro que comprei na Bienal 2009 por 7 reais é um grande registro. Registro de tempos arcaicos da televisão brasileira, onde se desenvolvia na base do improviso e já comandava equipes. Fez de tudo. O livro tem registros com Faustão e mais: roteiros dos programas de rádio. Além de bastidores de programas onde trabalhou, como o Perdidos na Noite, todos os anos de Domingão, o Você Decide, etc. Hoje em dia está no Ratinho.

Recomendável pra quem resolver fazer um TCC ou algo parecido sobre o Fausto Silva, informações úteis. Tem uma quantidade considerável de auto ajuda, mas não compromete(muito) o livro.

Estante Virtual, obviamente. A Travessa tá vendendo por 30. Convém procurar nessas feiras de livro que tem em shopping. B+

Aracy de Almeida: Não Tem Tradução. LOGULLO, Eduardo. 2016

Você bate o olho em um livro e já fala “vem”. Foi assim na Cultura da Paulista. Comprei no lançamento e não me arrependo. O autor resume tudo na última frase da orelha: “Araca não gostava de homenagens. Então fizemos uma bagunça animada que tem a cara dela. E estamos conversados.”

Quem precisa de estrutura pra montar uma biografia? Ela que não é. Ajuda a relembrar aos mais novos que Aracy não era apenas uma jurada do Show de Calouros e não apenas a maior intérprete de Noel Rosa, título esse que ela achava um saco. Altamente divertido e recomendável. Quero o mesmo autor fazendo a biografia de Pedro de Lara, que siga a série de jurados!

Dá pra se achar por 25 na Amazon e na Livraria da Folha, um preço melhor do que eu paguei na época. A

Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança. DOS SANTOS, Joaquim Ferreira. 2016

O retrato do apogeu e queda de uma época, um estilo de vida, de pessoas, do dinheiro antigo. Tudo isso com o centro desse universo sendo Zózimo, o maior colunista de notas que o país já teve. Inclusive, o gênero também é analisado aqui ao passar dos anos.

Também é uma carta de amor ao Jornal do Brasil em boa parte, é o elo perdido do livro que Belisa Ribeiro escreveu e eu falei sobre em um guia. O alcoolismo é abordado de forma sóbria. Há uma benevolência quanto ao seu retorno ao O Globo.

Uma personalidade agradável, ainda que a história com Fafá de Belém deixe o leitor meio assim. A história social do Rio no século XX passa por esse livro. Me pergunto o que é que João Dória poderia estar aprendendo com esse livro pra ser atualmente o seu de cabeceira.

É caro. Comprei numa promoção da Livraria da Folha, mas normalmente lá é o lugar mais complicado de comprar. 31 na Amazon, 42 na Americanas, Saraiva e Submarino. A+ 

Entre Sem Bater: A vida de Apparício Torelly, O Barão de Itararé. FIGUEIREDO, Cláudio. 2012

Um dos maiores humoristas do século XX, suas frases ainda são lembradas, embora muitos não sabiam quem ele foi. É irônico que esse livro tenha me frustrado e me desanimado, ainda que muito bem escrito e pesquisado. Eu não contava com uma vida tão perturbada.

O livro brilha quando trata do humor, das peripécias políticas, mas toma um caminho inesperado quando mostra as obsessões do autor e que ao contrário do que acontece com muitos, não teve o auge de seu humor em momentos de crise. O livro deixa de ser recomendável? Não, mas não estou alertando a toa aqui, proceder com cautela.

Foi um milagre ter comprado por 10 reais, na Estante Virtual está mais que o triplo. Prefira a Americanas pra poder buscar na loja e não pagar frete. B

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