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RESENHA | SIMON VS A AGENDA HOMO SAPIENS - BECKY ALBERTALLI

quarta-feira, 11 de abril de 2018

SINOPSE

Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.


RESENHA


"Com Amor, Simon" finalmente estreou e eu venho de atrasada fazer a resenha do livro porque sim, Brasil, eu ainda sou puritana o suficiente pra me recusar a assistir uma adaptação sem ler o livro primeiro. Então essa postagem vai ser só e puramente sobre o livro, porque até o momento em que ela está sendo escrita, a blogueirinha que vós fala ainda não teve tempo para assistir essa beleza.

O livro, como todos sabem, é um romance adolescente e possui todos os elementos do gênero. O personagem masculino principal, a melhor amiga apaixonada pelo melhor amigo, o melhor amigo apaixonado pela garota nova e a garota nova que imediatamente se torna parte do grupo. O único plot twist nessa história é o fato do personagem principal ser gay, de resto, o livro é basicamente uma bomba de clichê.

“People lie and get fake IDs and sneak into bars, and for this? I honestly think I’d rather make out with Bieber. The dog. Or Justin”

Essa é a primeira vez que eu uso essas palavras como elogio e vou explicar o por que. A maioria dos livros LGBT possuem um tom diferente dos romances héteros bobinhos, quase como se o romance fosse um subgênero e não o principal. Não é algo que precisamente me incomoda, já que eu até prefiro quando romances possuem uma história além do doce e enjoativo amor. O problema é que muitas vezes isso parece acontecer para minimizar o fato de que, sim, nesse livro o casal principal é homossexual.

"Simon e a Agenda Homo Sapien" é todo romance o tempo todo. A história gira em torno da paixão que o Simon sente por esse outro garoto que ele conhece, mas não sabe quem é. E em momento algum o livro se desculpa pela orientação sexual do seu personagem principal. E é 100% maravilhoso.

“But I’m tired of coming out. All I ever do is come ou. I try not to change, but I keep changing, in all these tiny ways. I get a girlfriend. I have a bear. And every freaking time, I have to reintroduce myself to the universe all over again.”

A narrativa, escrita por Becky Albertalli possui personagens carismáticos e é impossível não se identificar pelo menos com um deles. Inclusive a autora anunciou recentemente que mais um personagem é LGBT. Uma das melhores amigas de Simon, Leah, é bissexual e aparentemente isso vai ser um assunto explorado no livro "Leah on the Offbeat" que está com lançamento previsto para o final deste mês.

Becky fez um ótimo trabalho de nos inserir na vida e no relacionamento de Simon e Blue - sim, chamarei ele de Blue pois não quero estragar a surpresa para quem ainda não tenha lido o livro ou visto o filme -, nos deixando ansiosos para descobrir quem é realmente o garoto por trás dos e-mails e ao mesmo tempo dando dicas sutis ao decorrer das interações dos personagens.

“It’s like he is our age telling his parents he knocked someone up. Which is totally the straight person equivalent of coming out.”

A história é narrada de forma fluida e não se torna cansativa. Em momento algum parece que se está lendo uma narrativa genérica, apesar do livro ser dominado por clichês, tudo parece muito fresco e apaixonante. É importante também dizer, já que vocês perceberam que todas as citações foram em inglês, que eu li a versão original do livro. Parece besteira, mas faz uma enorme diferença ler uma obra em sua língua original, porque você está lendo da forma que o autor teve a intenção de escrever e, por mais que a tradução seja maravilhosa e aqui a gente tenha poucos problemas com isso em livros, algumas coisas se perdem e as vezes até mesmo alguns traços. Com tudo isso dito, só me resta descobrir se o filme também foi produzido com a mesma quantidade de magia e paixão que a obra original.




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