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RESENHA | DOROTHY TEM QUE MORRER - DANIELLE PAIGE

segunda-feira, 2 de abril de 2018

SINOPSE 

Quando toda a sua vida é levada por um tornado – incluindo você –, não há escolha a não ser continuar, certo? Claro que eu li os livros. Assisti aos filmes. Conheço a música sobre o arco-íris. Mas nunca imaginei que Oz fosse assim. Um lugar onde Bruxas Boas não são confiáveis, Bruxas Más talvez sejam boazinhas e macacos alados são executados por atos de rebelião. Ainda há uma estrada de tijolos amarelos, mas até isso está se desfazendo. O motivo? Dorothy. Dizem que ela retornou a Oz. Dizem que ela tomou o poder. E agora ninguém está seguro... Meu nome é Amy Gumm...Eu sou a outra garota do Kansas. Fui recrutada pela Ordem Revolucionária dos Malvados. Fui treinada para lutar.

RESENHA 

Às vezes, quando se é muito apegado aos clássicos infantis, é compreensível certo receio na hora de iniciar uma releitura dos mesmos, como é o caso de "Dorothy Tem Que Morrer". Não que eu, particularmente, tenha um problema com essas obras, visto que, na maioria dos casos, não li a versão original, apenas assisti algumas adaptações aqui e ali e que muitas vezes tiveram determinados aspectos alterados para serem vendidas ao público mais jovem. 

Logo, anos após ter assistido pela primeira e única vez a versão cinematográfica de 1939 estrelada por Judy Garland e me lembrar pouco mais do que penas o básico, resolvo me arriscar na leitura do livro de estreia de Danielle Paige. Publicado originalmente há quatro anos, o romance nos apresenta uma nova jovem insatisfeita com sua vida na pequena cidade de Flat Hill, Kansas. Amy Gumm está desesperada para seguir em frente e conhecer o que há de melhor no mundo quando um tornado leva seu trailer diretamente a Estrada de Tijolos Amarelos, Oz. Mas aquele não é o famoso cenário que havia conhecido nos filmes; há uma ameaça no ar e a magia parece ínfima, como se algo estivesse sugando-a.

A Maldade faz parte de Oz. Faz parte da ordem das coisas. Sempre foi o Bem contra o Mal. A magia não pode existir sem a Bondade. A Bondade não pode existir sem a Maldade. E Oz não pode existir sem magia.

E é claro que a responsável é Dorothy. Danielle Paige nos propõe algo inusitado; Dorothy retornou à Oz e seu desejo por magia é insaciável. Dorothy é uma vilã. Amy Gumm é a única capaz de detê-la. Todavia, em nenhum momento há uma explicação real para a predestinação da jovem e o leitor apenas precisa acreditar que ela é a pessoa que irá salvar aquele mundo cinzento. Talvez, em sua continuação, vejamos o porquê. Mas, de qualquer forma, esse foi um dos menores problemas que encontrei durante a leitura. 

É necessário ressaltar que esse é o livro de estreia de Danielle Paige e que todo autor amadurece suas habilidades de escrita ao longo dos anos. Isso é um fato que vale para toda e qualquer vocação e, como diz o ditado, "a prática leva à perfeição". Portanto, além de um estilo de escrita ao qual não estava familiarizada, existe a questão do "primeiro livro". Danielle Paige se esforça, mas deixa a desejar em alguns momentos, pulando explicações necessárias e prolongando-se em cenas cujo conteúdo era completamente irrelevante. Não me entendam mal, é um bom livro, mas a autora não soube o quê priorizar e o quê detalhar - e quando trata-se de uma obra que dá início a uma série ou trilogia, os detalhes são muito importantes. 

De forma geral, foi um livro agradável. Amy Gumm é uma personagem interessante, apesar de não ser minha favorita, e tem capacidade de evoluir muito nos próximos livros da trilogia, basta que a autora saiba como fazê-lo. Visto que alguns segredos são revelados no último capítulo, acredito que os enigmas de determinados personagens secundários serão deixados de lado e finalmente eles poderão ser desenvolvidos, como é o caso de Ozma e daqueles que compõe a Ordem Revolucionária dos Malvados. Confesso que estou empolgada para "A Ascensão do Mal". 


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