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CRÍTICA DE FILME | A BARRACA DO BEIJO

segunda-feira, 4 de junho de 2018

SINOPSE 

Nascidos no mesmo dia no mesmo hospital, Elle Evans (Joey King) e Lee Flynn (Joel Courtney) têm sido os melhores amigos a vida toda. Para proteger seu relacionamento especial, eles criaram um conjunto de regras de amizade que eles juraram seguir. No entanto, depois de um encontro casual em uma cabine de beijo, Elle encontra seu primeiro amor no irmão mais velho de Lee, Noah Flynn (Jacob Elordi). Logo um romance com Noah floresce e Elle se vê quebrando as regras e machucando Lee. Rapidamente, as tensões se acendem entre os dois irmãos e Elle enfrenta a perda de ambos.

CRÍTICA

Talvez você ouviu falar de "A Barraca do Beijo" - ou The Kissing Booth, no original - visto que dificilmente uma produção original da Netflix não gera um certo burburinho na internet e fora dela. Disponível no serviço de streaming desde o início de maio, o longa conta a história de um casal de melhores amigos que têm sua amizade abalada pelo envolvimento de Elle (Joey King) com o irmão mais velho de Lee (Joel Courtney).

Seguindo a boa e velha fórmula das comédias românticas, não só as adolescentes, diga-se de passagem, o filme começa muito bem com Elle narrando sua vida desde a infância até os dias atuais ao mesmo tempo em que uma montagem de seus momentos com Lee vão passando na tela. É cativante e faz com que o espectador sinta-se interessado pelos personagens e suas histórias individuais. Mas, como sempre, nem tudo são flores e há um grande acontecimento que faz com que os dois se separem.

Esse acontecimento é Noah Flynn (Jacob Elordi), que com seu jeito bad boy não hesita em beijar a melhor amiga de infância de seu irmão mais novo quando uma barraca do beijo é montada para organizar fundos para a escola. A cena em que Noah e Elle trocam seu primeiro beijo é fantástica - talvez a melhor do filme -, mas é o suficiente para gerar suspeitas sobre o real envolvimento dos dois, por parte de Lee, e obrigar o casal principal a se ver escondido.


É uma história bonitinha, não é mesmo? Errado. Poderia ser, mas a abordagem das pessoas envolvidas - produtores, roteiristas, diretor - é completamente equivocada. Noah é extremamente violento, assim como Lee. Em várias sequências ele grita com a protagonista, literalmente ditando suas ações e, em alguns casos, chega a bater em objetos próximos para extravasar a raiva. Se isso não incomoda você, algo está errado, sinto dizer. Além disso, Lee é um péssimo amigo. Quando vê Elle em situações complicadas, ele não procura ajudar a amiga; apenas deixa acontecer e julga o comportamento da garota. É a famosa amizade seletiva...

Você pode pensar que estou exagerando, afinal, estamos falando de uma obra de ficção criada para entreter durante duas horas e pronto. Mas me incomoda saber que ainda compramos livros e filmes que usam o roteiro "garota conserta garoto problemático e agressivo", quando isso, na verdade, se configura num relacionamento abusivo e faz com que meninas acreditem que uma relação assim é ok porque, eventualmente, se elas se esforçarem o cara vai ser "consertado"... Ele não vai.

No geral, "A Barraca do Beijo" apresenta algumas sequências boas, mas que não se sobressaem quando comparadas as atuações ruins, roteiro fraco e edição questionável. Se você é fã de filmes dos anos oitenta, não se empolgue ao ver o nome de Molly Ringwald no elenco - sua personagem é muito mal aproveitada e quase não aparece.


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