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RESENHA | O SOL TAMBÉM É UMA ESTRELA - NICOLA YOON

quarta-feira, 13 de junho de 2018

SINOPSE

Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?
RESENHA


Há mais ou menos dois anos, eu trouxe pro Meraki a resenha do primeiro romance da Nicola Yoon (Tudo e Todas as Coisas). De lá pra cá, aquele livro virou um filme e a autora lançou mais um romance. É sobre esse segundo livro que eu vou falar hoje.

O Sol Também é uma Estrela acompanha a história de Natasha, Daniel e do universo e das pessoas ao redor deles em apenas um dia. Natasha é uma imigrante jamaicana ilegal que está prestes a ser deportada e Daniel é filho de coreanos extremamente tradicionais que só querem o melhor para seus filhos. Em todos e quaisquer aspectos os dois não poderiam ser mais diferentes.
“E outra coisa: todas as nossas histórias futuras podem ser destruídas num único instante.”
Eu me apaixonei tão rápido por esse livro e por esses personagens que chega a ser vergonhoso. Fazia muito tempo que eu precisava me obrigar a deixar um livro de lado pra ser um humano funcional e me vi tendo que fazer isso com O Sol Também é uma Estrela.

Nicola nos apresenta em seus dois personagens principais adolescentes que estão prestes a encarar os momentos mais importantes de suas vidas, ambos por motivos completamente diferentes e você consegue entender os dois lados igualmente e simpatizar e torcer para o futuro dos dois.
“- Meus pais não acham que sou coreano o suficiente. Todas as outras pessoas não acham que sou suficientemente americano.”
Ao mesmo tempo, ela te dá pequenos pedaços desses personagens - alguns um tanto abstratos - que te fazem querer mais e te deixam querendo entender mais da história deles. E algumas vezes esses pequenos pedaços são o suficiente para que um personagem, que quando visto pelos olhos de Natasha ou Daniel você gostava, entre para sua lista negra. 

A forma como Nicola Yoon trabalha com seus personagens e com sua narrativa segue me encantando. A fluidez e naturalidade de sua escrita, que permitem que você entre na história e não queria mais sair até virar a última página. Termino esse livro com o mesmo desejo que tive dois anos atrás, outros livros dessa autora na minha estante e mais personagens maravilhosos para me apaixonar.

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