Top Social

RESENHA | O CEIFADOR - NEAL SHUSTERMAN

quarta-feira, 11 de julho de 2018

SINOPSE

Primeiro mandamento: matarás.

A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.

RESENHA


Finalmente Amanda consegue se livrar da onda de romances que a assombrava e descobre - na verdade é recomendada - uma nova distopia. Eu vou ser bem sincera com vocês e dizer que depois de Jogo Vorazes todas as distopias que eu li foram meio mais ou menos, quase todas cumpriram seu papel, mas nenhuma me afetou e me deixou à beira da loucura como Jogos Vorazes. Até que, meus queridos leitores, eu conheci O Ceifador.

Esse é o primeiro livro, do que eu acredito que seja uma trilogia, criado por Neal Shusterman. Também é o primeiro livro de Shusterman que eu leio. O propósito da história é bem simples: em algum ponto no futuro, a humanidade descobriu uma forma de abolir todos os tipo de morte. Seja por doenças, velhices, acidentes ou assassinatos. Ninguém mais morre e se você, por um acaso, se jogar de um prédio - ou for jogado -, te trazem de volta. Entretanto, com a introdução da vida eterna na sociedade, nós descobrimos um outro problema… A superpopulação do mundo. E para impedir que chegássemos num momento onde teríamos pessoas eternas demais, a Ceifa foi criada.
- Que o ceifador é apenas o instrumento da morte, mas é a mão de vocês que me move. São vocês, seus pais e todas as outras pessoas que controlas os ceifadores. Somos todos cúmplices. Vocês precisam dividir essa responsabilidade.
A Ceifa é a organização que decide quais serão os próximos seres humanos a serem coletados, ou, no bom e velho português, quem vai morrer. A diferença entre os Ceifadores do futuro e os assassinos atuais é que os Ceifadores possuem uma consciência e nenhum deles quer fazer o seu trabalho. Ou pelo menos é o que deveria acontecer. Como toda organização, existem seus membros corruptos e é, em sua maioria, sobre isso que O Ceifador trata. 

Neal Shusterman conseguiu em menos de 500 páginas criar e aos poucos destruir um todo um conceito de mundo de uma forma maravilhosa. Durante os três dias que duraram minha leitura, não conseguia colocar o livro de lado por mais tempo que o necessário e em todo momento que não o estava lendo estava pensando sobre o que aconteceria a seguir. Agora, escrevendo essa resenha, penso no quão incrível é esse nível de imersão em um livro de apresentação.
"Longe de mim querer o retorno da criminalidade, mas me aborrece o fato de nós, ceifadores, sermos os únicos provedores de medo. Seria bom ter concorrentes.
A narrativa se divide entre Citra e Rowan, nossos dois personagens principais e aprendizes de Ceifadores. Entre cada capítulo temos uma página do diário de um Ceifador, as vezes aleatório, as vezes um importante para a história. Nem todas as páginas possuem grandes revelações o informações chaves para a história - pelo menos por enquanto -, mas é interessante ter um pedacinho da mente de alguns Ceifadores e vê-los fora do ponto de vista dos personagens principais.

É difícil falar sobre a evolução dos protagonistas sem dar nenhum spoiler, então peço desculpas, mas vou me ater ao clássico chato do “eles terminam num ponto completamente oposto ao que começaram”. O que eu posso dizer é que é uma evolução um pouco turbulenta e em alguns pontos perturbadora e você não sabe para que caminho está indo, e eu não posso falar como eu me sinto sobre o final porque provavelmente seria uma dica.
"Nunca perca sua humanidade, ou não passará de uma máquina de matar."
O livro fecha todas as suas histórias, como se fosse um volume único - claro que como A Nuvem já foi lançada no Brasil, sabemos que tem mais por vir -, todas as nossas maiores perguntas são respondidas e ele não termina em um cliffhanger. Porém ao fechá-lo continuei sentindo aquele desejo inquieto e a necessidade por mais, mais dos personagens e do universo.

Post Comment
Postar um comentário